samedi 16 mars 2019

Céramique, Archéologie(s)



inezes


inez, deitada
o prato da inez





Pedro
recados da inez

recados da inez em paris












bordados e cerâmica
D.Pedro, deitado










na floresta

inez, morta


Aux mâchoires remonte la conscience de la faim 
et avec grâce…les lèvres s’écartent pour attraper 
sa proie, la coucher entre palais et dents, 
la mouiller de sa langue aux fines papilles infinies.
 On mange avec délices son animal de toujours, 
 frère ou ennemi, qu’importe ?
 Le chant dionysiaque appelle la faim, 
 la joie de la mastication. 
 Chaque corps s’anime, se démultiplie
 perds de sa résistance aux instincts primaires 
 du goût de l’autre en sa   bouche.

LM 2014






rainha morta







cão mau, mau










































mercredi 26 avril 2017

D. Pedro, le chercheur mélancolique.

J'ai appris le reste de la parole.
Ton cœur est ma patrie et pendant que tu dors,
mon âme veille. Je souffle sur tes baisers pour éveiller les braises.

Je suis un homme incomplet.

Pedro, Paris, 2010





mercredi 29 mars 2017

Arte Total, Braga. LM




'Inez de Castro
vidéo dança de lidia martinez.Arte Total, Braga.
Play Bleu, video.

Cartas de Amor de Pedro e Inez

Ela disse…

Ela procurava um rio dentro do mar eterno.
Provou-lhe a prata, engoliu o sono

e não lutou para subir à superfície.


 Ela pediu-lhe um coração novo,

para lhe bordar outro destino.

inez debruçou-se lenta e delicada,

para lhe ouvir os passos.
Esticou os braços e julgou tocá-lo.

Ele chegou mais tarde, real.

Inez, Paris 2011


Cartas de Amor de Pedro e Inez


 Pedro,




Descreço a possível salvação.
herdo um chuvoso cair da tarde, que me lava o caminho poderoso,
onde numa fala chá, tento florescer.
Aprumo a espera com o manto nocturno,
inspiro-lhe rezas.
Venço-lhe o medo e o sono, olho para ti tanto tempo, que desapareces.


Arranco a minha árvore aos céus,


musgo na dobra, mordo o lábio


húmido e liso,


provo as azedas e a infância,


com os dedos roídos pela ferrugem.


Sou uma estátua armadilhada


entre a hera e o sol...


Amoro o escuro onde o ventre


se dissolve em erva dos muros.



E a olho nu, esforço-me por florir.





Inez, 8.07.09